Bem Viver

Tratamentos avançados em fisioterapia, em Fortaleza, Ceará.

Saúde Sexual

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) Saúde Sexual é a integração dos elementos somáticos, intelectuais e sociais do ser sexual, por meios que sejam positivamente enriquecedores e que potencializem a personalidade, a comunicação e o amor. Apresenta decisiva importância, a partir deste ponto de vista, o direito à informação e ao prazer.

SISTEMA SEXUAL

  • Sexualidade genital;
  • Identidade de gênero(convicção de pertencer ao sexo feminino ou masculino);
  • Orientação sexual (atração homo, hetero ou bissexual);
  • Papel sexual (comportamento apropriado para o sexo numa determinada cultura);
  • Papel familiar;
  • Papel social;
  • Auto-imagem corpórea;
  • Atratividade;
  • Sensualidade;
  • Intimidade;
  • Relacionamento amoroso.

   
EDUCAÇÃO SEXUAL


“É um processo de promoção do aprendizado sexual no contexto de programas que considerem as dimensões biológicas, emocionais, socioculturais, intelectuais e espirituais que integram a totalidade do ser humano” (Haruo Okawara).
       
“A personalidade dos indivíduos fica indelevelmente marcada pela vivência sexual que tiverem durante os primeiros anos de suas vidas” (Sigmund Freud).


Princípios Básicos da Saúde Sexual

1. Nascemos um ser sexual, e assim permanecemos até a morte;
2. Nossa sexualidade em si é moralmente neutra, mas a maneira como aprendemos ou fomos ensinados a usá-las, ao longo da vida, tem pesadas implicações morais;
3. A educação sexual de maior impacto é, talvez, aquela dada pelos pais ou seus substitutos até  os 14 anos, e especialmente antes dos 5 anos de idade;
4. Isto determina ou influencia profundamente a sexualidade da criança pelo resto de sua vida;
5. Essa influência se estende, de maneira adequada ou prejudicial,às áreas da identidade de gênero, comportamento nos papéis masculino ou feminino, resposta erótica e escolha do objeto sexual.
6. No interesse da prevenção, as instituições sociais (educação, religiosa ou da área da saúde) deveriam ser solicitadas a aceitar a responsabilidade de persuadir, educar e ajudar os pais a assumirem seu papel de educadores sexuais por excelência.

“Sexo significa também a atração que os seres humanos sentem uns pelos outros, os atos físicos pelos quais expressam essa atração e o uso das relações entre o homem e a mulher para cultivar o amor, o prazer e a procriação” (Alex Comfort e Jane Comfort).

CONSIDERAÇÕES DO SISTEMA SEXUAL FEMININO

Lubrificação vaginal

  • Ocorre de 10 a 30 segundos após o início da excitação.
  • É um processo semelhante à sudorese e resulta da congestão venosa. Sob pressão, o sangue preso, tal como na ereção do pênis, é espremido nas paredes do vaso, que porejam gotas de fluido através de suas paredes, formando o líquido lubrificante.
  • Acreditava-se que as Glândulas de Bartholin tinham grande participação na lubrificação vaginal, mas elas produzem uma ou duas gotas de secreção durante a excitação sexual.
  • A lubrificação vaginal é importante para proporcionar confortável movimento do pênis na vagina.
  • A lubrificação inadequada pode causar um coito desagradável para a mulher e para o homem
  • A deficiência de lubrificação ocorre quando não há excitação sexual suficiente.
  • Após a menopausa, por redução dos estrógenos, a lubrificação torna-se mais demorada.

Ponto G


Foi descrito pelo Dr. Ernest Gräfenberg como sendo uma área especialmente sensitiva, com superfície aproximada de 1 cm, situada na parede anterior da vagina, próximo da uretra.
Essa região fica entumescida durante a excitação, sua textura lembra a de uma ameixa madura

 

CONSIDERAÇÕES DO SISTEMA SEXUAL MASCULINO

• Ereção
– Reflexogênica
• A estimulação tátil da genitália e áreas adjacentes é transmitida, pelos impulsos parassimpáticos, à região sacra da medula espinhal, onde existe o centro de ereção reflexogênica.
• Estes impulsos dirigem-se para as artérias penianas, dilatando-as e provocando a ereção;
• A repleção dos órgãos (bexiga e reto) pode produzir a ereção reflexogênica.
– Psicogênica
• Ocorre em resposta a um estímulo cognitivo
• A imaginação e/ou situação sexual geram um impulso que, do cérebro, é transmitido ao centro toracolombar da medula e daí, para as artérias penianas, levando-as à dilatação e conseqüentemente ereção, mesmo sem estímulo físico sobre o pênis ou áreas adjacentes.

 

Ciclo da Resposta Sexual Masculina 

  • Excitação
  • Platô
  • Orgasmo
  • Resolução

Ciclo da Resposta Sexual Feminina

  • Desejo: fase de apetite sexual por alguém a partir de estímulos (pensamentos, visão, olfato etc.)
  • Excitação: fase da estimulação psicológica e/ou fisiológica para o ato.
  • Platô: excitação contínua.
  • Orgasmo: descarga de prazer sexual.
  • Resolução: bem-estar que acompanha o orgasmo. 

RESPOSTA SEXUAL NO HOMEM

 

Excitação

Platô

Orgasmo

Resolução

Pênis

Rápida subida ao estágio de ereção e manutenção da ereção inconstante

Manutenção da ereção,  ­do volume da coroa da glande c/ coloração mais escura

Contrações regulares.

Perda rápida da vasocongestão e retorno ao estágio normal.

Bolsa escrotal

Espessamento e encurtamento da pele – elevação.

Nenhuma reação.

Nenhuma reação.

Perda rápida da tensão da pele.

Testículos

Encurtamento dos canais deferentes acarretando a elevação dos testículos em direção ao períneo.

Aumento de 50% de volume, ascensão dos testículos com ligeira rotação.

Nenhuma reação.

Diminuição mais ou menos rápida do tamanho e descida da bolsa escrotal.

Seios

Ereção incompleta dos mamilos.

Nenhuma reação

Nenhuma reação

Retorno ao normal

 

 A RESPOSTA SEXUAL NA MULHER 

 

Excitação

Platô

Orgasmo

Resolução

Clitóris

Tumescência da glande, congestão, aumento e alongamento da haste

Estreitamento da haste e retração da glande sobre a cobertura

Não tem alteração

Detumescência e desaparecimento da vasocongestão

Vagina

Lufrificação das paredes em alguns segundos no início da estimulação; distanciamento (abertura) das paredes e alongamento da vagina, a cor fica mais escura (aumento do fluxo sanguíneo)

Fechamento do 1º terço (externo) – cria a plataforma orgásmica; a conclusão de alongamento e alargamento (criação do lago seminal)

Contrações regulares da plataforma orgásmica

Detumescência rápida do 1º terço e relaxamento brutal da musculatura da vagina, retorno a cor normal

Útero

Início da elevação

Elevação completa

Contrações, aumento do volume até 50% e aumento do orifício do colo

Retorna a posição inicial e descida do colo no lago seminal

Vulva

Afastamento dos grandes lábios, do orifício vaginal (do terço superior da vagina)

Grande fluxo sanguíneo nos grandes lábios, coloração dos pequenos lábios e continuação da secreção das gl.Bartholin

Não tem alteração

Retorno à posição normal, coloração normal dos pequenos e grandes lábios

Seios

Ereção inconstante dos mamilos e aumento do volume dos seios (a auréola aumenta de volume

Vermelhidões cutâneas e um maior aumento

Não tem alteração

Diâmetro e coloração da auréola volta ao normal assim como o volume e vermelhidão

 

  • O ciclo de resposta sexual é uma resposta fisiológica a uma emoção, e todo estado emocional afeta o corpo inteiro.
  • Podemos criar condições que despertem a emoção ela pode ser despertada de maneira indireta
  • Para que as emoções agradáveis apareçam em sua plenitude é necessário que o contato físico, envolvendo todo o corpo em uma atmosfera de liberdade e espontaneidade, envie ao outro e receba de volta, sem qualquer vestígio de medo, culpa ou vergonha, uma mensagem de amor, doação e alegria.
  • Nem todas as pessoas experimentam todas as respostas e diferentes respostas ocorrem em ciclos sucessivos.
  • Muitos fatores podem influenciar a resposta fisiológica: fadiga, álcool, drogas, gravidez, doenças, desuso, etc.
  • A indústria do orgasmo divulga, na mídia, invocando a idéia de que o prazer sexual é instrumento para se obter saúde, equilíbrio emocional e felicidade. A observação científica, porém demonstra o contrário: só as pessoas saudáveis, emocionalmente equilibradas conseguem, de fato, a plenitude da satisfação sexual

 

Fatores Orgânicos de Disfunções Sexuais


1. Fatores causais orgânicos das disfunções do desejo;
2. Fatores causais orgânicos de disfunção da excitabilidade;
3. Fatores causais de disfunções orgásmicas femininas;
4. Fatores orgânicos causais de vaginismo;
5. Fatores orgânicos causais de dispareunia.

As disfunções do desejo podem ser ordem relacional, ou seja, nos relacionamentos, já as disfunções de excitabilidade podem ser destacadas as preliminares muito rápidas e insuficientes para atingir o nível de excitação desejado.
 

Alguns aspectos devem ser considerados quando se fala de orgasmo:

  • Amadurecimento Sexual
  • Excitação sexual
  • Capacidade de entrega (às sensações eróticas)
  • Auto-estima (amar-se)
  • Sentimento pelo parceiro


Disfunção Sexual:

ANORGASMIA: Ausência de orgasmo  ou dificuldade em atingir o orgasmo
Conservação do desejo

ANAFRODISMO: Ausência do desejo e do prazer

DISPAREUNIA: Relações sexuais dolorosas e desagradáveis, pode ser causada pela lubrificação inadequada ou  por patologias como endometriose e processos inflamatórios.

VAGINISMO: É o espasmo da vagina, uma contração involuntária condicionada dos músculos vaginais. Resultado de desejo inconsciente da mulher de evitar a penetração. Geralmente de origem psicológica, portanto, deve-se buscar acompanhamento psicoterapêutico.

Conduta frente às dúvidas e queixas sexuais

  • Abrir espaço para um ouvir atento e interessado
  • Caracterizar exatamente o problema

- História pessoal (educação sexual, iniciação sexual e episódios de     vitimização sexual)

- História conjugal (firmeza do vínculo afetivo com o parceiro, dificuldades     sexuais ou extra-sexuais no relacionamento)

  •     Relacionamento atual (avaliação do desempenho sexual do parceiro,prática de preliminares e local onde ocorrem as relações)

POMPOARISMO

O “Pompoar” é uma técnica milenar (cerca de 3.000 anos), proveniente do Oriente e praticada em vários países. Esta palavra se origina do Tâmil, idioma do sudeste da Índia e do Sri Lanka, e significa ter controle da contração dos músculos vaginais.
Pompoarismo são exercícios realizados principalmente nos músculos do assoalho pélvico, com principal destaque para o Pubococcígeo. Este músculo ficou conhecido como “músculo do amor”, pois o fortalecimento dessa musculatura peri-vaginal intensifica o prazer sexual, tanto do homem, quanto o da mulher. 

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